Congresso participa da campanha mundial Outubro Rosa contra o câncer de mama

Quatro de cada dez mulheres diagnosticadas com câncer de mama no Brasil vão morrer da doença. Esse é um dos índices mais altos do mundo, o dobro do registrado na Europa. Um dos principais motivos é a descoberta tardia da doença e a dificuldade do acesso a novas terapias de tratamento.

Para alertar a população para a importância da prevenção desse tumor, que é o câncer mais comum em mulheres em todo o mundo, o Congresso Nacional se junta a monumentos em todo o mundo no Outubro Rosa e se ilumina de rosa durante todo este mês.

O nome Outubro Rosa remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e instituições públicas. O movimento começou na década de 90 nos Estados Unidos, onde vários estados tinham ações isoladas de realização de mamografia e de detecção do câncer de mama no mês de outubro.

Alexandra Martins / Câmara dos Deputados

Grupo feminino de percussão Batalá participou da abertura do evento.

Promovido pela Secretaria da Mulher da Câmara, em parceria com a Procuradoria da Mulher do Senado, o Outubro Rosa começou com a abertura da Exposição Recomeço, da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília, no Senado. Em seguida, foi realizado o Ato de Iluminação, na rampa de acesso ao Palácio do Congresso Nacional, com o grupo feminino de percussão Batalá.

A coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), disse que a campanha quer reforçar a percepção de que a morte por câncer de mama é algo evitável. “O câncer de mama pode ser evitado, mas está sendo agravado talvez pela dificuldade das mulheres de compreenderem a importância da prevenção ou talvez pela sociedade não divulgar o suficiente que estas são mortes absolutamente evitáveis.”

O vice-presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, Luís Airton Santos, afirmou que o Outubro Rosa já conseguiu grandes avanços, seja na conscientização da população, seja nas políticas públicas de tratamento, com a disponibilização pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de novos tratamentos e remédios. Ele afirmou que o Congresso também tem contribuído com mudanças na lei.

“A lei de 60 dias [12732/12] é talvez a mais importante no momento. Inicia-se uma outra que é identificar por meio de programas de estudo de genética as mulheres com mais predisposição à doença. Isso facilitaria um destino melhor de ações com relação a esses grupos, que significam 15% das mulheres com câncer de mama.”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o médico de carreira (34/11), que tramita no Senado, é fundamental para a consolidação do programa Mais Médicos. Ele afirmou que é fundamental contar com médicos de carreira, que trabalhem 40 horas no SUS e não tenham clínica particular. Padilha explicou que a MP não criou essa carreira porque haveria um erro de iniciativa porque ela só poderia ser criada por meio de PEC.

Exame gratuito
O Ministério da Saúde registra anualmente cerca de 52 mil novos casos de câncer de mama. Toda mulher tem garantido por lei o direito a fazer o exame de mamografia gratuitamente pelo SUS. Mas ainda é pequeno o número de brasileiras que fazem consultas preventivas anualmente. Entre as que vão ao médico, calcula-se que 29% não fazem o exame mesmo depois que ele é pedido pelo médico. Isso faz com que a doença seja descoberta em fases em é mais difícil combatê-la.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que a campanha do Outubro Rosa tem contribuído para a conscientização das mulheres da importância da mamografia. Ele alertou para a importância de fazer o exame antes de sentir dor ou ter qualquer outro sintoma do câncer de mama e começar imediatamente o tratamento para a ampliação das chances de salvar a vida da paciente. Padilha acrescentou que o ministério também tem procurado ampliar a oferta de exames e também de novos medicamentos.

Mamografia móvel
“O Ministério da Saúde faz um grande esforço para que estados e municípios aumentem a oferta de mamografia, inclusive adotando a estratégia da mamografia móvel, que são carretas que vão para o interior, para a periferia das grandes cidades, alertando sobre a importância, não só do diagnóstico, mas de começar o tratamento em até 60 dias depois do diagnóstico.”

Confira a programação de eventos no Congresso:

Até 16 de outubro: Exposição itinerante “Recomeço” passa para o Espaço Mario Covas, Anexo 2, Câmara dos Deputados. Ela é composta por uma série de retratos de mulheres que retiraram os seios para se livrar da doença, mas lidam com o problema como uma nova chance de viver.

De 7 a 18 de outubro: Campanha de Prevenção do Câncer de Mama, promovida pelo Departamento Médico da Câmara. Englobará ações educativas e de divulgação e atendimento individualizado a servidoras e deputadas. As consultas com especialistas deverão ser previamente agendadas.

Dia 18 de outubro: Bate-papo “Mitos e Verdades sobre o Câncer de Mama”, no Plenário 2 da Câmara dos Deputados, com o Martinho Cândido de Albuquerque dos Santos, médico mastologista do Senado, e Valeska Marques de Menezes, médica oncologista da Câmara.

Saiba mais sobre a campanha e as atividades no site: http://www.outubrorosa.org.br/

fonte: CÂMARA DOS DEPUTADOS 

Publicado em Notícias gerais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *