Estabilidade no emprego público não contém rotatividade de funcionários

 

Nem mesmo a tão venerada estabilidade consegue segurar todos os aprovados em concurso público. Há quem abra mão das benesses do Estado para montar o próprio negócio, encarar a iniciativa privada ou mesmo voltar a estudar. Desde 2011, somente no Poder Executivo Federal, foram registrados 21,3 mil desligamentos de civis — uma média de 7,1 mil por ano —, incluindo as raras exonerações e o frequente troca-troca daqueles que pedem demissão para tomar posse em outro órgão. Todos os anos, um terço das pessoas nomeadas acaba substituindo quem deixou os cargos públicos.

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Os dados, levantados pelo Ministério do Planejamento no Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), mostram a constante rotatividade no funcionalismo, que, embora o governo a considere baixa, preocupa bastante especialistas em gestão pública. Do total de desligamentos, 10.335 — ou 48% — se referem a pedidos voluntários de demissão ou exoneração, contrários à lógica concurseira. O restante — praticamente a outra metade — envolve saídas por aprovação em outro cargo.
 

 

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A rotatividade de servidores efetivos comprova a falência do modelo de recrutamento do Estado, no entender do professor de direito público do Ibmec Jerson Carneiro. O fenômeno se torna um grave problema para o país, acrescenta ele, porque reflete a ausência de planos de carreira estruturados e uma contínua insatisfação dos aprovados. “As pessoas criam expectativas irreais em torno do funcionalismo, atribuindo o sucesso apenas à questão financeira e ao status”, diz.

fonte: CORREIO BRASILIENSE

Publicado em Notícias gerais.

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